UFSC Joinville desenvolve tecnologia sustentável para reduzir ruído de trens em parceria com a Vale

Um projeto inovador desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), campus Joinville, pode trazer uma solução promissora para o problema do barulho gerado por trens em áreas urbanas.

Em parceria com a mineradora Vale, a universidade está testando um revestimento acústico sustentável que poderá ser aplicado diretamente nos trilhos das ferrovias.

A tecnologia foi criada por uma equipe liderada pelo professor Thiago Fioretin, do curso de Engenharia Ferroviária da UFSC.

O objetivo é duplo: diminuir a poluição sonora causada pela circulação dos trens e, ao mesmo tempo, promover sustentabilidade ao reaproveitar rejeitos minerais da própria Vale na composição do material.

Além dos benefícios ambientais e sociais, o revestimento também pode representar economia.

De acordo com Fioretin, há indícios de que a aplicação da tecnologia possa reduzir a corrosão dos trilhos, o que diminuiria os custos com manutenção ao longo do tempo.

Os valores exatos, porém, ainda estão em avaliação.

Os testes iniciais já foram realizados em laboratório e em trechos de ferrovias operadas pela Vale.

A próxima etapa será realizada nas linhas da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), ambas operadas pela mineradora. Nessa fase, serão analisados fatores como resistência mecânica, viabilidade de instalação e relação custo-benefício.

O projeto, que deve seguir até 2026, conta com a participação de dois professores, um aluno de mestrado e três estudantes de graduação da UFSC Joinville.

O financiamento é totalmente custeado pela Vale, que também fornece os dados técnicos e a estrutura para testes em campo.

Segundo o professor Fioretin, a parceria com a Vale teve início em 2017, com pesquisas voltadas à mitigação de ruído ferroviário.

Em 2023, os estudos evoluíram para o desenvolvimento do atual revestimento acústico, com foco em aplicação prática e sustentabilidade.

A tecnologia poderá, no futuro, ser utilizada em trechos urbanos de Joinville, caso haja demanda e interesse por parte das autoridades locais ou de empresas do setor ferroviário.

Você não pode copiar o conteúdo desta página