sábado,

20/07/2024

Joinville/SC

Saúde alerta sobre a importância da vacinação para a prevenção da coqueluche

Com a ocorrência de casos de coqueluche no país e o inverno intenso em Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para a importância da vacinação contra a doença.
A coqueluche é uma infecção que afeta as vias respiratórias, causando crises de tosse seca e falta de ar. É altamente transmissível, sendo passada através de gotículas da tosse, espirros ou fala de uma pessoa contaminada.

Embora os sintomas iniciais possam se assemelhar aos de um resfriado, incluindo febre, tosse, coriza, dores no corpo e cansaço, a tosse pode aumentar significativamente se não tratada.

“A tosse se prolonga, chegando ao ponto de a pessoa tossir intensamente e depois precisar inspirar profundamente, conhecida popularmente como ‘tosse guincho'”, explica Gisele Barreto, enfermeira da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).

Por ser uma doença respiratória, a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto do doente com uma pessoa não vacinada.

“Em casos mais raros, a transmissão pode ocorrer por objetos recentemente contaminados com secreções de pessoas doentes”, finaliza a enfermeira.

A doença afeta principalmente crianças e lactentes até seis meses de idade, e a vacinação é a principal forma de controle. O imunizante faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível nos postos de saúde pelo estado.

“Esta vacina é aplicada também nas gestantes, porque o bebê só alcança a proteção efetiva após concluir o esquema primário com a vacina pentavalente, aos seis meses.

Então, a vacinação da gestante visa proteger a criança até um ano. Precisamos avançar na vacinação de todas as pessoas indicadas, considerando que muitos países vêm registrando aumento de casos em 2024, e a vacinação continua sendo a melhor estratégia para combater a doença”, alerta João Augusto Brancher Fuck, diretor da DIVE.

Esquema Vacinal:

VACINAS E PÚBLICO-ALVO:

Vacina pentavalente:
Imuniza contra difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenzae tipo b e hepatite B
Crianças:

  • 1ª dose (2 meses)
  • 2ª dose (4 meses)
  • 3ª dose (6 meses)

Vacina DTP:
Previne difteria, tétano e coqueluche (ou pertussis)
Reforços:

  • 15 meses
  • 4 anos

Vacina dTpa:
Previne difteria, tétano e coqueluche (ou pertussis)
Gestantes:

  • Em cada nova gravidez
    Profissionais de saúde:
  • A cada 10 anos

Cobertura Vacinal:

Mesmo com o aumento das coberturas vacinais do Calendário Básico de Vacinação no Estado, a vacina pentavalente, que protege contra a coqueluche, está em 86,36% de cobertura acumulada até maio de 2024 em Santa Catarina. No ano de 2023, a cobertura vacinal chegou a 90,87%. A meta anual é de 95% de imunização.

O Ministério da Saúde (MS) publicou em 03 de junho uma nota técnica com alerta sobre a ocorrência da coqueluche no país e a importância da vacinação contra a doença. Confira a nota aqui.

Sinais e Sintomas:

No estágio inicial, os sintomas são parecidos com os de um resfriado:

  • Mal-estar geral
  • Corrimento nasal
  • Tosse seca
  • Febre baixa

Depois, a tosse seca piora e outros sinais podem aparecer:

  • Tosse passa de leve e seca para severa e descontrolada
  • Tosse pode ser tão intensa que compromete a respiração
  • Crises de tosse podem provocar vômito ou cansaço extremo

Os sinais e sintomas da coqueluche duram entre seis a 10 semanas, podendo durar mais tempo, conforme o quadro clínico e a situação de cada caso. Na suspeita da doença, procure um serviço de saúde mais próximo de sua residência.

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