quarta-feira,

24/07/2024

Joinville/SC

Detalhes da operação em gabinetes de vereadores são divulgados pela polícia

A Polícia Civil, por meio da 3ª DECOR – Delegacia de Polícia Especializada no Combate à Corrupção, deflagrou nesta quinta feira (30), uma operação policial destinada ao cumprimento de 14 (catorze) mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão e duas ordens de suspensão do exercício de atividade econômica, nas cidades de Joinville e Araquari.

A investigação visa apurar a suposta prática dos crimes de falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa, perpetrados, em tese, por agentes públicos em conluio com intermediadores particulares, visando beneficiar condutores de veículos automotores penalizados com suspensão do direito de dirigir.

Segundo apurado, os supostos autores dos fatos orquestraram um esquema ilícito que possibilitou a inserção de um grande número de informações falsas nos sistemas da Autarquia Estadual de Trânsito, possibilitando que mais de 100 (cem) condutores fossem indevidamente beneficiados com a liberação de penalidades a eles aplicadas.

A operação  se deu em razão da comprovação de que mais de 100 (cem) condutas criminosas foram praticadas pelo grupo criminoso.

Dentre os investigados, figuram agentes públicos terceirizados do DETRAN/SC, um despachante e pessoas a ele vinculadas, um Vereador do Município de Joinville e um agente ligado a um escritório de advocacia especializado em multas de trânsito.

As buscas foram realizadas nas residências dos investigados e em seus locais de trabalho, tais como um escritório de advocacia, a 2ª CIRETRAN-Joinville e a Câmara de Vereadores de Joinville.

Nos locais, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, especialmente telefones celulares, e documentos relacionados aos fatos sob apuração.

Posicionamento dos Vereadores Claudio Aragão e Mauricinho Soares Diante das Acusações”

Através de suas redes sociais, o vereador Claudio Aragão expressou sua surpresa diante da investigação em andamento, reforçando que não teve acesso ao conteúdo das denúncias.

Ele assegurou sua disposição total para colaborar com a Justiça na elucidação dos fatos relacionados à investigação.

No caso do vereador Mauricinho Soares, foi preso por posse ilegal de arma de fogo, encontrada em sua residência pelos policiais.

Após ter sido encaminhado ao presídio, ele pagou uma fiança de R$ 12 mil e foi liberado. A defesa do parlamentar emitiu uma nota negando as acusações feitas contra ele.

 

 

 

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