Uma discussão iniciada no plenário da Câmara de Vereadores de Joinville terminou com sessão suspensa, troca de acusações e registro de boletim de ocorrência na Polícia Civil.
O episódio envolve os vereadores Cleiton Profeta (PL) e Neto Petters (Novo) e teve como pano de fundo questionamentos sobre o atendimento no Hospital Municipal São José durante a Quarta-feira de Cinzas.
Após o embate em plenário, o presidente da Casa, Diego Machado, convocou os 17 parlamentares para uma reunião interna na chamada “Sala VIP”, com o objetivo de reforçar a importância do respeito e da urbanidade entre os vereadores.
Versão de Henrique Deckmann
Em nota oficial, o vereador Henrique Deckmann, secretário da Mesa Diretora, afirmou que, durante a reunião, Cleiton Profeta teria se exaltado ao ser questionado sobre permanecer no encontro.
Segundo o relato, Profeta teria batido na mesa, elevado o tom de voz e avançado em sua direção de maneira intimidatória, aproximando-se até encostá-lo contra a parede, sendo contido por outros parlamentares presentes.
Deckmann declarou que ficou abalado com a situação, mas retornou à sessão para cumprir suas funções regimentais. O vereador também informou que registrou boletim de ocorrência e que buscará a apuração formal dos fatos.
Na nota, ele sustenta que a versão divulgada por Profeta não corresponde ao que ocorreu e afirma que houve violação de seus direitos como parlamentar e como pessoa idosa, conforme previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Pessoa Idosa.
Versão de Cleiton Profeta
Por outro lado, o vereador Cleiton Profeta apresentou versão diferente sobre o episódio.
Em nota, afirmou que teria sido impedido de deixar a reunião e que foi empurrado por Henrique Deckmann ao tentar sair da sala.
Profeta negou qualquer agressão e declarou que apenas reagiu verbalmente durante a discussão. Segundo ele, há uma tentativa de criar uma narrativa distorcida dos fatos para desviar o foco das denúncias que vem apresentando.
“Fui empurrado e não agredi ninguém. Apenas me defendi com palavras”, afirmou.
O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes. Até o momento, não há decisão judicial sobre o ocorrido.













