Salário médio do brasileiro bate recorde e ultrapassa R$ 3,7 mil em 2026
O rendimento médio mensal dos trabalhadores no Brasil atingiu R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, o maior valor já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
O resultado representa um crescimento real de 5,5% em comparação com o mesmo período de 2025, já descontando a inflação. Este é o segundo trimestre consecutivo em que o rendimento médio supera a marca de R$ 3,7 mil. No trimestre anterior, encerrado em fevereiro, o valor havia sido de R$ 3.702.
Na comparação com o último trimestre de 2025, quando o rendimento era de R$ 3.662, houve aumento de 1,6%. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro.
Entre os setores analisados, a maior parte manteve estabilidade nos rendimentos. No entanto, houve aumento no comércio, com alta de 3%, e na administração pública, que registrou crescimento de 2,5%.
Segundo especialistas do IBGE, o resultado é influenciado por fatores como o reajuste do salário mínimo, que passou a R$ 1.621 no início do ano, além da redução no número de trabalhadores informais — grupo que, em geral, recebe menores salários.
A pesquisa também aponta que a massa de rendimentos, que representa a soma de todos os salários pagos no país, chegou a R$ 374,8 bilhões, outro recorde na série histórica. O valor é 7,1% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, o que significa um acréscimo de R$ 24,8 bilhões na economia.
Outro destaque foi o aumento no número de trabalhadores que contribuem para a previdência social. No primeiro trimestre de 2026, 66,9% dos ocupados estavam contribuindo, o maior índice já registrado, equivalente a mais de 68 milhões de pessoas.
A taxa de informalidade também apresentou queda, atingindo 37,3% da população ocupada, enquanto o desemprego ficou em 6,1% — o menor nível já registrado para um primeiro trimestre.
Os dados reforçam um cenário de melhora no mercado de trabalho, com aumento da renda, maior formalização e redução do desemprego no país.














