Polícia Civil prende três irmãos por golpe do bilhete premiado em Joinville
Operação “Negócio de Família” cumpriu 14 mandados em SC e no RS após idosa de 77 anos perder mais de R$ 13 mil.
Três irmãos foram presos preventivamente nesta sexta-feira (28) durante a Operação “Negócio de Família”, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos de Joinville (DCE/DIC). A ação visa desarticular uma associação criminosa especializada no “golpe do bilhete premiado”.
Além dos mandados de prisão preventiva, os policiais cumpriram 11 mandados de busca e apreensão de forma simultânea nas cidades de Camboriú (SC), Passo Fundo (RS) e Erechim (RS).
Entenda o Caso
As investigações começaram em junho de 2026, após o grupo fazer como vítima uma idosa de 77 anos, no bairro Vila Nova, em Joinville. A abordagem seguiu um roteiro clássico:
Abordagem inicial: Uma mulher simulando estar perdida pedia ajuda com um suposto bilhete premiado.
O comparsa: Um homem bem-vestido se aproximava oferecendo auxílio para resgatar o prêmio.
Coação e acesso a contas: A idosa foi levada para um veículo, onde permaneceu por cerca de cinco horas sob pressão psicológica. Ela foi conduzida a agências bancárias para saques e teve uma operação de crédito contratada via biometria facial.
Os suspeitos também instalaram um aplicativo malicioso no celular da vítima para obter acesso remoto ao aparelho. O prejuízo consumado foi de R$ 13.477,53. A quadrilha tentou realizar novos empréstimos e compras que somavam mais de R$ 50 mil, mas as transações foram bloqueadas.
Alerta da Família e Prisão
O golpe foi interrompido após a filha da vítima notar movimentações financeiras suspeitas, bloquear os cartões da mãe e entrar em contato com ela. Ao perceberem o bloqueio do crédito, os golpistas fugiram com o dinheiro já sacado.
Segundo a Polícia Civil, os investigados — dois homens e uma mulher, naturais de Passo Fundo e residentes em Camboriú — atuavam de forma coordenada e possuíam ramificações em diversos municípios de SC e do RS. Os presos foram
encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição do Poder Judiciário.















