Operação prende grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado e movimentar R$ 10 milhões

Uma operação integrada da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Civil do Ceará resultou no cumprimento de 15 mandados judiciais e na prisão de cinco pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada no chamado golpe do falso advogado.

A ação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (16), na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará, após uma investigação que teve início em Joinville.

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Batizada de Operação Fortaleza, a ofensiva é coordenada pela Polícia Civil catarinense, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava em diversos estados brasileiros e teria movimentado cerca de R$ 10 milhões com fraudes eletrônicas.

De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, da 6ª Delegacia de Polícia Civil de Joinville, as apurações começaram em 2024, após uma vítima do bairro Pirabeiraba registrar ocorrência relatando ter sido alvo do golpe.

Conforme a Polícia Civil, os criminosos utilizavam a estratégia conhecida como golpe do falso advogado. Nesse tipo de fraude, as vítimas eram contatadas por mensagens ou ligações de pessoas que se passavam por advogados ou representantes de escritórios de advocacia.

Os golpistas alegavam a existência de valores judiciais a serem liberados ou processos em andamento e solicitavam depósitos ou transferências para supostas taxas e despesas processuais.

As investigações apontam que a quadrilha atuava de forma organizada e em larga escala, fazendo vítimas em diferentes estados brasileiros.

Além das prisões realizadas nesta terça-feira, foram cumpridas ordens de busca e apreensão para coleta de provas e identificação de outros possíveis envolvidos no esquema.

Policiais civis de Santa Catarina, incluindo equipes da 6ª Delegacia de Polícia e do Departamento de Investigações Criminais (DIC) de Joinville, participaram da operação no Ceará em conjunto com agentes da Polícia Civil local.

A Polícia Civil também continua analisando documentos, aparelhos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados para identificar outras vítimas e possíveis ramificações da organização criminosa.

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