Mulher é denunciada por enterrar cadela viva em Joinville

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou uma mulher acusada de enterrar viva uma cadela prenhe em Joinville, crime que também resultou na morte de dois dos quatro filhotes que o animal esperava.

O caso, que causou grande repercussão no estado, ocorreu em fevereiro deste ano e veio à tona após moradores ouvirem os latidos da cadela e conseguirem resgatá-la.

De acordo com a denúncia da 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville, a mulher teria participado da ação juntamente com outras pessoas e com adolescentes, em um condomínio localizado no bairro Jardim Paraíso. Por esse motivo, ela responderá pelos crimes de maus-tratos a animais e corrupção de menores.

O Ministério Público também pediu à Justiça que a acusada seja condenada ao pagamento de R$ 41.918,87 como reparação mínima pelos danos causados aos animais.

Segundo a investigação, a cadela, conhecida na época como Chavosa e posteriormente chamada de Bonnie, foi enterrada viva, ficando com apenas a cabeça para fora da terra.

Ela sofreu intenso sofrimento físico e térmico e só sobreviveu porque moradores ouviram seus latidos, retiraram o animal da cova e providenciaram atendimento veterinário de emergência.

As investigações apontam que a violência também afetou os quatro filhotes que Bonnie gestava. Duas filhotes, Bella e Stella, nasceram com vida, enquanto Beca e Billy morreram em consequência dos maus-tratos sofridos pela mãe.

Um laudo médico-veterinário anexado ao processo revelou que Bonnie chegou à clínica em estado grave, apresentando choque, hipertermia, temperatura corporal de 40,7°C, além de alterações neurológicas e sistêmicas. O exame também constatou a presença de terra na boca e nas unhas da cadela, indicando que ela tentou escapar enquanto estava soterrada.

Na denúncia, a promotora de Justiça Simone Cristina Schultz destacou que a gravidade do caso exige uma resposta penal compatível com a crueldade praticada.

O Ministério Público também informou que não ofereceu acordo de não persecução penal por entender que a violência extrema contra o animal torna inadequada a aplicação desse benefício previsto na legislação.

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