A greve dos caminhoneiros em Santa Catarina foi oficialmente encerrada nesta quinta-feira (19), poucas horas após ganhar repercussão no estado. A desmobilização ocorreu após avanços nas negociações com o governo federal, que anunciou medidas voltadas ao setor, como o reforço na fiscalização do piso mínimo do frete e mudanças nas regras para o preço do diesel.
A decisão foi confirmada pelo presidente da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), Sérgio Pereira.
Segundo ele, embora nem todas as demandas da categoria tenham sido atendidas, houve progresso considerado importante, o que motivou o fim imediato do movimento.
Entre os principais pontos do acordo está o endurecimento das regras para garantir o cumprimento da tabela do frete, com previsão de multas para empresas que pagarem abaixo do valor mínimo.
Outro destaque é a obrigatoriedade do uso do Sistema de Informações de Operações de Transporte (SIOT), que deve bloquear automaticamente operações fora dos parâmetros estabelecidos.
A mobilização tinha como foco a revisão da tabela do frete, a redução dos custos operacionais — especialmente do diesel — e maior fiscalização sobre o setor.
Em resposta, o governo federal publicou o Decreto nº 12.883/2026, que estabelece novas diretrizes para a definição do preço do combustível, buscando reduzir a volatilidade e dar mais previsibilidade ao mercado.
Apesar do anúncio da paralisação, o movimento teve baixa adesão em Santa Catarina e não chegou a causar impactos significativos nas rodovias do estado.













