Justiça torna ré mulher que fingiu ser adolescente e viveu por mais de um ano com família em Joinville

A Justiça de Santa Catarina aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou ré a mulher de 37 anos presa após se passar por uma adolescente de 12 anos em Joinville.

A decisão foi confirmada nesta terça-feira (9), e a acusada seguirá respondendo ao processo enquanto permanece presa preventivamente.

Com o recebimento da denúncia, Amanda Maria Souza de Oliveira passa a responder pelos crimes de falsa identidade e estelionato. Conforme informações do Judiciário, um exame de sanidade mental foi agendado para o dia 26 de junho.

O caso ganhou repercussão nacional após a descoberta de que a mulher viveu por cerca de 14 meses na casa de uma família joinvilense, que acreditava estar acolhendo uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

Como a suspeita se aproximou da família

Segundo a Polícia Civil, a aproximação ocorreu por intermédio de um pastor de uma igreja da cidade. Inicialmente, Amanda se apresentou como uma jovem de 18 anos que procurava uma oportunidade de trabalho e alegava experiência na área de panificação.

Com o passar do tempo, ela passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, conquistando a confiança da família. Posteriormente, mudou completamente a versão apresentada e afirmou ter apenas 11 anos de idade, além de alegar ter sido vítima de abusos.

Sensibilizados pela história, os moradores a acolheram em casa. Durante o período em que viveu com a família, a mulher recebeu tratamento médico, participou de comemorações de aniversário e passou a ser tratada como integrante do núcleo familiar.

Farsa foi descoberta após pesquisa na internet

A situação começou a ser desvendada no final de maio, quando uma familiar do casal realizou pesquisas na internet e encontrou reportagens relacionadas a ocorrências semelhantes envolvendo Amanda em outros estados brasileiros.

A Polícia Civil foi acionada e, no dia 2 de junho, a mulher foi presa na residência onde morava em Joinville.

Durante depoimento, ela teria confessado ter aplicado golpes semelhantes em cidades e estados como Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), Minas Gerais, Goiás e Ceará.

Investigações continuam

A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar possíveis vítimas e esclarecer se houve outros crimes praticados pela acusada durante o período em que permaneceu em Joinville.

Enquanto isso, a defesa poderá se manifestar ao longo do processo judicial, que agora entra em uma nova fase após a aceitação formal da denúncia pelo Poder Judiciário.

G1.com

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