Jovem de 22 anos foi socorrida em Criciúma após relatar que quatro homens encapuzados a colocaram à força dentro de um carro e a estupraram. É o segundo caso com dinâmica parecida na cidade em menos de três semanas.
Uma jovem de 22 anos foi socorrida na noite de segunda-feira (7) em Criciúma, no sul de Santa Catarina, depois de relatar à Polícia Militar que foi colocada à força dentro de um carro por quatro homens encapuzados e estuprada. Ela foi deixada pelo grupo em frente a uma lanchonete e encontrada em forte abalo emocional.
O chamado chegou à Central de Emergência por volta das 22h25 como pedido de apoio ao Corpo de Bombeiros Militar. A informação inicial dava conta de uma mulher, a princípio vítima de violência sexual, abandonada em via pública na região da Avenida Centenário.
Um complemento repassado pela central logo em seguida corrigiu o ponto exato onde ela estava. Segundo essa primeira versão, passada por uma mulher que estava no local, homens teriam colocado a vítima dentro de um carro preto, dito que iriam matá-la e depois a deixado em frente ao estabelecimento comercial.
Quando a guarnição chegou, uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar já prestava o primeiro atendimento. A jovem foi conduzida a um hospital de Criciúma, onde recebeu os cuidados iniciais da equipe médica.
Diante da natureza do caso, a Polícia Militar pediu à Central de Emergência que acionasse a Polícia Civil e a Polícia Científica. A Polícia Civil informou que não deslocaria equipe ao local e solicitou o número do protocolo da ocorrência. A Polícia Científica respondeu que enviaria uma equipe ao hospital para os procedimentos periciais, após a conclusão da ocorrência policial.
No hospital, a Polícia Militar acionou uma policial feminina para conversar com a vítima, que demonstrou sentir-se mais à vontade para narrar o que havia acontecido a uma mulher, sem agravar o abalo emocional.
Foi nessa conversa que ela detalhou o relato. Segundo contou, caminhava pela rua quando se deparou com um carro preto ocupado por quatro homens encapuzados. Afirma ter sido colocada à força no veículo e violentada por dois deles enquanto os outros dois a seguravam. Depois, foi abandonada na rua.
A jovem disse não ter conseguido reconhecer todos os envolvidos, mas afirmou acreditar saber quem seria um deles. As informações foram repassadas à polícia e passam a integrar a apuração.
A Polícia Militar também conversou com o médico responsável pelo atendimento. Ele informou que havia feito o atendimento inicial, mas que ainda não tinha realizado exame clínico específico relacionado à violência sexual, aguardando a chegada da Polícia Científica.
A ocorrência foi registrada como estupro coletivo e lesão corporal grave ou gravíssima dolosa, ambos consumados. A condição física da vítima foi classificada como de lesões graves ou gravíssimas. Nenhum suspeito estava no local, e não houve prisão até o encerramento do atendimento, por volta de 1h de terça-feira (8).
O caso é o segundo com dinâmica parecida registrado em Criciúma em menos de três semanas. Na madrugada de quarta-feira, 19 de agosto, uma adolescente de 16 anos denunciou ter sido vítima de estupro coletivo envolvendo quatro suspeitos. Segundo o relato inicial, ela estava em deslocamento quando percebeu que estava dentro de um veículo com os homens. Naquele caso, também dentro de um carro, dois deles a seguraram enquanto os outros dois cometeram o crime, e ela foi abandonada na rua depois.
Na ocasião, a delegada Ana Elisa Vargas de Souza, da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso, informou que a Polícia Civil ainda não havia determinado exatamente onde a violência ocorreu, porque a adolescente estava em deslocamento e parte da dinâmica precisava ser reconstruída pelos investigadores. Os quatro apontados no relato não haviam sido identificados.
As duas ocorrências guardam o mesmo desenho: uma mulher abordada na via pública, colocada dentro de um carro com quatro homens, violentada por parte do grupo enquanto o restante a imobilizava, e depois largada na rua. Até agora, nenhum suspeito foi preso em qualquer um dos casos.
O caso desta semana depende da conclusão dos exames periciais e da investigação da Polícia Civil, que deve apurar a autoria e a dinâmica descrita pela vítima. Não há confirmação oficial de que os dois episódios estejam ligados.











