
O Outubro Rosa se aproxima, e um projeto inédito no Brasil iniciou suas atividades neste dia 28 de setembro.
Foi o primeiro encontro do Flechas Rosas Brasil, em Joinville, que está sendo realizado no Centro de Treinamento de Tiro com Arco Tradicional, o CTAT, e conta com o apoio da instrutora e proprietária Carmen Schmidt.
A cidade é a primeira no país a se tornar signatária desse movimento, que teve início na Espanha e já engloba outros países da América Latina, como Argentina, Uruguai e Chile.
O projeto Flechas Rosas consiste na prática do arco e flecha para pacientes que já passaram por cirurgia e tratamento de câncer de mama.
Isso porque o movimento executado com o arco, e a “tremidinha” do arco após soltar a corda, ajuda, por exemplo, no tratamento de linfedemas, que podem acometer quem precisou retirar linfonodos (gânglios linfáticos).
Além disso, a prática esportiva trabalha toda a musculatura peitoral e das costas, melhorando a postura e amenizando dores. Isso sem falar nos benefícios para a saúde mental.
É o que destaca Márcia Regina Cadorin de Castilho, de 62 anos.
Ela é a primeira integrante do projeto. Márcia já praticava arco e flecha há 11 anos, na Ordem dos Arqueiros de Joinville, criada em 2012.
“Me apaixonei no primeiro tiro com arco”, conta. Parou há 5 anos, quando foi acometida pelo câncer de mama. Mas agora voltou a praticar o esporte, que ajudou muito não só na recuperação física, mas na parte psicológica. “Essa socialização e o contato com pessoas que passaram pelo mesmo processo é muito importante”, ressalta.
Nesta segunda-feira, ela trocou experiências com outras duas mulheres que pretendem iniciar as aulas, ajudando elas a atirar de arco e flecha. A missão dela, agora, é auxiliar outras pacientes e mirar e acertar no alvo da cura por meio do esporte.
Patrícia Rathunde Santos,arqueira e campeã mundial de tiro com arco, voluntária do Flechas Rosas Brasil, explica que o projeto agora procura pessoas que tiveram câncer de mama, interessadas na prática do arco e flecha como alternativa. “Elas precisam de um parecer médico, liberando para as aulas.
Além disso, vão passar por acompanhamento com uma psicóloga e um fisioterapeuta especialista em tratamento oncológico. Todos são voluntários, e as atividades são totalmente gratuitas”, explica.
“Além disso, estamos à disposição de outros grupos de arqueiros que queiram entender melhor o projeto, que segue um protocolo criado na Espanha, para replicar a iniciativa”, complementa.


















