O influenciador digital paraibano Hytalo Santos, de 28 anos, e o marido dele, Israel Natan Vicente, conhecido como Euro, foram presos nesta sexta-feira (15) em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo.
A detenção ocorreu no âmbito de investigações conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que apuram supostos crimes de tráfico humano, exploração sexual infantil e trabalho artístico irregular com menores.
Os mandados de prisão temporária foram expedidos pelo juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara da Comarca de Bayeux (PB), que apontou a necessidade da medida para preservar provas e proteger testemunhas.
Segundo o magistrado, há fortes indícios de que as vítimas foram submetidas à “adultização” e constrangimento para produção de conteúdos nas redes sociais.
A investigação ganhou repercussão após denúncias do youtuber Felipe Bressanim, o Felca, que publicou um vídeo sobre o tema e mobilizou parlamentares a discutirem a proteção de crianças na internet.
Na última quarta-feira (13), a Justiça da Paraíba já havia autorizado busca e apreensão na casa de Hytalo, determinando a coleta de celulares, computadores e câmeras.
O influenciador não foi encontrado no local, e vizinhos relataram que ele teria saído com equipamentos antes da chegada da polícia.
Além da prisão, a Justiça ordenou a suspensão imediata de todos os perfis de Hytalo nas redes sociais e a remoção de conteúdos com participação de menores.
O Conselho Tutelar foi acionado para adotar medidas protetivas em relação às vítimas.
Em nota enviada à imprensa, Hytalo negou as acusações, disse sempre ter agido “dentro da lei” e afirmou que todo material gravado com menores contou com autorização e acompanhamento de responsáveis.
O influenciador declarou ainda confiar que “a verdade prevalecerá” e repudiou o que chamou de “narrativas infundadas”.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a prisão foi cumprida por agentes da 3ª Delegacia de Investigações sobre Estelionato e Crimes Contra a Fé Pública (Deic), que também realizaram buscas no endereço onde o casal estava.
As investigações seguem em andamento.
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