Hospital Municipal São José oferece curso de Libras voltado à saúde para os servidores

Hospital Municipal São José oferece curso de Libras voltado à saúde para os servidores

O Hospital Municipal São José iniciou neste mês um curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) voltado à saúde para os servidores da unidade. A participação é voluntária e mais de 40 pessoas estão cursando a capacitação, que envolve aulas práticas e teóricas, e vai até julho de 2027.

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O objetivo do curso de Libras básico voltado à saúde é aprimorar o atendimento a pacientes surdos já existente no hospital. “Atualmente, já contamos com um protocolo para atender pacientes surdos, mas após o curso podemos aprimorá-lo, pois teremos um número bem maior de servidores que dominam a Libras.

E estamos satisfeitos com a adesão”, afirma o coordenador do curso, Matheus Alves.

 

As aulas semanais são ministradas por Alice Lankewicz, servidora do hospital que possui graduação e pós-graduação em Libras.

“O curso nasce de um compromisso do hospital com a comunidade, para que os surdos possam se comunicar, porque não tem coisa pior do que você sentir dor ou você ter uma necessidade e não conseguir comunicar isso para as pessoas que precisam te ajudar”, aponta a servidora.

 

O curso envolve tanto aspectos mais básicos da comunicação quanto conteúdos específicos da área da saúde.

 

“Na primeira parte do curso ensinamos os servidores a falar um nome, coisas mais básicas para ter essa comunicação com o surdo. A segunda parte é mais técnica: vamos falar de nomes de exames e de doenças, por exemplo.

Também haverá aulas específicas de setores como AVC, de queimados, pronto-socorro, para eles terem uma noção de cada setor. O servidor vai começar a sinalizar desde o começo do atendimento até a alta do paciente”, explica a professora.

 

Uma das participantes do curso é a enfermeira Vanessa de Souza de Freitas, que deseja aprimorar a comunicação com os pacientes surdos. “Estou participando para poder dar um atendimento de qualidade”, diz.

 

A técnica em enfermagem Taina Correia Salvador Pinheiro tem o mesmo entendimento. “Já senti essa dificuldade de poder passar a orientação correta. Então, eu acho super necessário a gente conseguir se comunicar com eles e poder entender também as suas necessidades”, conta.

 

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