Capacitação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil reúne profissionais e acadêmicos em Joinville
A Prefeitura de Joinville realizou, nesta sexta-feira (22/5), uma capacitação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). O evento, que ocorreu no auditório da OAB, reuniu servidores das secretarias de Assistência Social e Educação, servidores da Coordenadoria Regional de Educação, conselheiros tutelares e acadêmicos.
O objetivo do evento é discutir uma forma de violência que nem sempre é visível para a sociedade, mas que pode causar danos físicos e psicológicos permanentes na vida de crianças e adolescentes, além de prejudicar e até interromper o desenvolvimento pedagógico desses jovens.
“O trabalho infantil é uma violação de direitos que é pouco visível, não é tão falada como as outras formas de violência. Trazer esse tema à tona é importante para que possamos pensar ações concretas que façam esse combate ao trabalho infantil. E a informação é algo vital para todos os profissionais que integram a rede”, explica Valquíria Forster, diretora-executiva da Secretaria da Assistência Social.
O evento contou com a palestra da auditora-fiscal do trabalho e coordenadora dos projetos de fiscalização de combate ao trabalho infantil do Ministério do Trabalho, Priscila de Abreu Carvalho. De acordo com dados de 2024 do Ministério do Trabalho, o Brasil tem cerca de 1,6 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Santa Catarina ocupa a décima posição no ranking nacional, com 22.342 crianças e adolescentes realizando trabalhos que não poderiam exercer.
“As crianças são vítimas de mitos, como o trabalho enobrece ou o trabalho não mata. O trabalho infantil mata sim. De 2007 a 2023, foram registrados mais de 22 mil acidentes de trabalho com consequências graves envolvendo crianças e adolescentes, 546 deles acidentes fatais”, adverte Priscila.
A segunda palestra da Capacitação de Erradicação do Trabalho Infantil foi com representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), sobre aprendizagem e educação profissional.
“Serviços como o SENAI, de aprendizagem industrial, são importantes para combater o trabalho informal, o risco que os jovens correm por meio da informalidade”, afirma a supervisora de educação do SENAI, Patrícia Boehm.
A capacitação foi realizada pela Secretaria de Assistência Social, por meio da Comissão Municipal do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e da Área de Gestão do Trabalho, em parceria com a Auditoria Fiscal do Trabalho, SENAI e OAB.
















