segunda-feira,

08/06/2026

Joinville/SC

Plenário cassa mandato de Cleiton Profeta (PL)

 

O Plenário da Câmara de Vereadores de Joinville concluiu há pouco a votação da denúncia por quebra de decoro do mandato do vereador Cleiton Profeta (PL). Profeta está cassado por 13 votos pela aceitação da denúncia protocolada na Casa pelos diretórios estadual e municipal do partido Novo.

 

Dois votos foram pela absolvição do parlamentar e três vereadores se abstiveram de votar. A sessão de julgamento, que marcou a reta final do processo iniciado em março, mobilizou os gabinetes e atrai expressiva atenção da comunidade joinvilense.

 

Votaram pela cassação 13 vereadores: Alisson, Érico Vinicius, Neto Petters e Vanessa Venzke Falk (os quatro do partido Novo); Adilson Girardi, Henrique Deckmann e Pelé (os três do MDB); Kiko da Luz e Pastor Ascendino Batista (ambos do PSD); Mateus Batista (União Brasil); Liliane da Frada (Podemos); Lucas Souza (Republicanos); e Vanessa da Rosa (PT).

 

Dois parlamentares votaram pela absolvição: Instrutor Lucas e Wilian Tonezi (ambos do PL).

 

E se abstiveram da votação três vereadores: Brandel Junior (Republicanos), Diego Machado (PSD) e Tânia Larson (União Brasil).

 

O próprio Cleiton Profeta (PL) não votou por ser o acusado.

 

O rito da sessão de julgamento seguiu o Decreto-Lei nº 201/1967. O número mínimo de votos para a cassação era de exatamente 13. O número corresponde a dois terços do total de parlamentares da Casa (que tem ao total 19). Esse é o chamado quórum qualificado para processos desse tipo. Caso acontecesse de a votação ficar em 12 votos favoráveis, Profeta seguiria no cargo.

 

Com a cassação, Profeta tende a perder os direitos políticos por oito anos. Sua defesa já manifestou que deve ir para os tribunais requerer a anulação do processo e pleitear um retorno de Profeta às funções parlamentares.

 

Para o seu lugar, deve ser chamado o suplente Cassiano Ucker (PL), que somou 3.017 votos nas eleições de 2024.

 

Plenário lotado e mobilização digital

A sessão ocorreu sob forte clima de mobilização popular. As galerias do Plenário foram tomadas por um grande público, muitos deles apoiadores de Cleiton Profeta, que acompanharam os trabalhos portando cartazes e manifestando-se com o uso de vuvuzelas.

 

O interesse pelo julgamento também se refletiu nos canais digitais do Legislativo. Mais de 500 internautas acompanharam simultaneamente a transmissão ao vivo pelo canal da Câmara no YouTube, gerando debate intenso no chat da plataforma.

 

Durante a fase de discussões em plenário, três parlamentares utilizaram a tribuna para expressar seus argumentos. Wilian Tonezi discursou em defesa de Profeta, argumentando favoravelmente à absolvição do colega de partido e alegando que o processo é uma perseguição contra a postura incisiva de fiscalização do vereador contra o Poder Executivo.

 

Neto Petters manifestou-se contrariamente ao parlamentar denunciado, defendendo a perda do mandato em razão do que entendeu como postura contínua de desrespeito do vereador a colegas, citando ao menos quatro ocasiões em que isso teria acontecido.

 

Por fim, Henrique Deckmann também subiu à tribuna para se posicionar contra Cleiton Profeta pelo que chamou de “postura reiterada” de conflito contra os demais parlamentares.

 

Defesa questiona processo

Em suas manifestações, a defesa de Cleiton Profeta centralizou a estratégia na contestação técnica do rito processual. Os defensores questionam a legalidade do processo sob a alegação de parcialidade por parte do relator da Comissão Processante, o vereador Érico Vinicius (Novo). Segundo a tese defensiva, a condução dos trabalhos estaria comprometida pela falta de isenção.

 

Entenda o caso

O processo que pode culminar na perda do mandato de Cleiton Profeta teve início em março deste ano, quando o Plenário da Câmara aceitou a denúncia por 14 votos a 2. A representação foi protocolada conjuntamente pelos diretórios estadual e municipal do partido Novo.

 

As acusações que pesam contra o parlamentar envolvem quebra de decoro parlamentar motivada por supostas ofensas verbais proferidas contra outros vereadores, provocação de tumultos durante as sessões plenárias e por relatos de suposto avanço físico contra outro integrante do parlamento.

 

Para apuração dos fatos, foi formada uma Comissão Processante por meio de sorteio público em Plenário. O colegiado foi presidido pelo vereador Adilson Girardi (MDB), tendo Érico Vinicius (Novo) como relator e Brandel Junior (Republicanos) como membro.

 

Confira como foi a sessão de julgamento:

Fonte Original | Notícias – Câmara de Vereadores de Joinville

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