O empresário e piloto Hans Ulrich Frank morreu na manhã desta quinta-feira (21) após a queda de um helicóptero em uma área de pasto no bairro Testo Central, em Pomerode, no Vale do Itajaí. A aeronave caiu próximo à residência da vítima e pegou fogo logo após o impacto.
Hans Ulrich Frank era proprietário do helicóptero modelo Robinson R44, de cor vermelha, desde 2014. Segundo o Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode, quando as equipes chegaram ao local, a aeronave já estava completamente tomada pelas chamas.
Durante o combate ao incêndio, os socorristas encontraram um corpo carbonizado entre os destroços. O empresário estava sozinho no helicóptero no momento do acidente.
A queda aconteceu no bairro Testo Central, a cerca de quatro quilômetros do Centro de Pomerode e próximo ao hangar onde a aeronave ficava estacionada.
Nevoeiro dificultou localização
Equipes do SAMU e da aeronave Arcanjo 03 também participaram da ocorrência. Conforme o capitão Jefferson Luiz Machado, um banco de nevoeiro dificultou a localização do local da queda.
“Tivemos dificuldade para encontrar o local do sinistro. Em um sobrevoo de aproximadamente três minutos, identificamos uma rede de alta tensão rompida e, cerca de 400 metros depois, encontramos a aeronave em chamas”, relatou.
Empresário era apaixonado por aviação
Hans Ulrich Frank era fundador e ex-proprietário da empresa TDV Dental, do ramo de produtos odontológicos, e era conhecido pela atuação no setor empresarial do Vale do Itajaí.
Apaixonado por aviação, pilotava aeronaves desde os 19 anos e era considerado experiente na área.
Helicóptero estava irregular
Segundo informações disponíveis no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil, o helicóptero estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) vencido desde agosto de 2024.
O documento é obrigatório para comprovar que a aeronave atende às exigências de manutenção e segurança previstas pelas autoridades aeronáuticas. Sem a renovação do certificado, a aeronave não estava autorizada a operar.
As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades aeronáuticas. 

















