Musicarium abre ExpoGestão 2026 com performance emocionante e recebe aplausos de pé do público

Foto horizontal mostra o maestro do Musicarium Sergio Ogawa em cima de um grande palco na ExpoGestão. Sérgio é um homem de meia-idade, pele parda, cabelos curtos e pretos, média estatura e com traços fisionômicos orientais. Ele usa terno e calça pretos e gesticula. Atrás dele um grande telão com uma apresentação onde se lê: "Vivência filarmônica - transcendendo limites pela música". À frente dele, em um nível mais baixo no chão há dezenas de músicos jovens sentados segurando instrumentos musicais.
Foto ExpoGestão/Divulgação

Pela primeira vez em seus 24 anos de história, a ExpoGestão – maior evento de negócios da América Latina – teve sua abertura conduzida por uma orquestra. E o resultado foi uma comoção que tomou conta da Expoville na tarde desta terça-feira. Os 60 jovens músicos do Musicarium Academia Filarmônica Brasileira, sob regência do maestro Sergio Ogawa, arrancaram aplausos de pé de uma plateia formada por executivos, gestores e empreendedores de todo o Brasil.

A “Vivência Filarmônica: Transcendendo limites pela música” não foi uma palestra convencional nem um concerto tradicional. Foi uma imersão que costurou, em 45 minutos, música ao vivo e lições de gestão, transformando a orquestra em metáfora viva para organizações de alta performance.

Anúncios

A orquestra é o retrato mais fiel de uma equipe de alta performance

Em sua fala de abertura, o diretor-presidente da ExpoGestão, Alonso José Torres, destacou o caráter inédito da escolha. 

“A ExpoGestão sempre buscou trazer o que há de mais inovador em gestão e liderança. Trazer o Musicarium para abrir o evento não é apenas uma decisão artística, é uma declaração de que a excelência, a disciplina e a sintonia coletiva são os alicerces de qualquer organização que queira transcender.”

Da iniciação ao protagonismo: a linha do tempo que começou em 2017

Sergio Ogawa conduziu a plateia por uma linha do tempo que começou em 2017, quando o Musicarium deu seus primeiros passos como centro de formação de jovens talentos, a maioria oriunda da rede pública de ensino. Em sete anos, a instituição saltou da iniciação musical ao protagonismo internacional.

“Faça o melhor com o que você tem”, disse Ogawa, citando o conceito japonês do gambaru – a perseverança que transcende a técnica. “Autodisciplina não é apenas sobre tocar as notas certas. É sobre entender que a excelência é um processo contínuo de superação. Na orquestra, como nas empresas, o que separa o bom do extraordinário é a capacidade de ir além do óbvio.”

Os naipes da orquestra e as áreas da empresa

Um dos momentos mais impactantes ocorreu quando Ogawa parou a execução para explicar a função de cada naipe – cordas, madeiras, metais, percussão – como análoga às diferentes áreas de uma empresa. Os músicos então demonstraram na prática: tocaram simultaneamente, dialogando entre si, desenvolvendo estratégias em tempo real.

“Na orquestra, todos entram juntos. Mas a entrada errada de um só músico desequilibra o todo. É o equilíbrio entre o individual e o coletivo que faz a música acontecer”, explicou o maestro, conectando a dinâmica orquestral ao papel do gestor. “Conduzir com maestria é coordenar talentos diversos sob uma visão sistêmica. O gestor não toca todos os instrumentos, mas precisa orquestrar quem toca cada um.”

Escuta ativa, sinergia e liderança transcendente

Ogawa conduziu o público pelos quatro pilares centrais de sua palestra – a busca pela excelência,  conduzir com maestria, escuta ativa e sinergia, e liderança transcendente, sempre intercalados por intervenções musicais da Orquestra Jovem Musicarium. 

“Escuta ativa não é esperar a sua vez de falar. É silenciar para ouvir o outro, ajustar o próprio tempo ao tempo coletivo”, disse. “No mercado, como na música, quem não escuta desafina.”

O projeto que transcende:  Concerto Hall  como sede 

Ogawa também compartilhou com a plateia os próximos passos da instituição, que se prepara para a construção de sua sede própria –  um complexo de 25 mil m² em terreno doado pela Cidade das Águas, em Joinville. O projeto abrigará uma Academia de Música para 500 alunos e um Concert Hall para 900 pessoas, com acústica assinada pela renomada Nagata Acoustics, responsável pelo Walt Disney Concert Hall (Los Angeles), Philharmonie de Paris e Elbphilharmonie de Hamburgo.

“Tudo isso é possível por causa de líderes transcendentes”, afirmou Ogawa. “Contratamos os melhores projetistas do mundo para o Concert Hall: arquitetos do Theatre DNA, acústicos que desenharam as salas de concerto mais icônicas do planeta. Porque, quando o propósito é grande, o projeto precisa estar à altura.”

O maestro encerrou sua participação anunciando as próximas turnês internacionais: Estados Unidos em 2027 e Japão em 2028, além da estreia da Orquestra Filarmônica Musicarium, prevista para 2030. 

“A música clássica geralmente é vista como distante do universo corporativo. O que o Musicarium fez aqui foi provar o contrário: a gestão é música, e a música é a mais pura expressão da gestão”, resumiu Ogawa. “Precisamos promover o melhor das artes para gerar transformação nas empresas. Oportunidade, excelência e transformação, esse é o ciclo que move tanto uma orquestra quanto uma organização.”

Sobre o Musicarium Academia Filarmônica Brasileira

O Musicarium é um centro de formação de orquestras que desenvolve trabalho sociocultural voltado a jovens talentos, a maioria da rede pública de ensino. A instituição oferece formação técnica de alta performance e formação humanista, transformando alunos em cidadãos de referência e líderes. Sob a direção do maestro Sergio Ogawa, o Musicarium já realizou turnês na Europa (Suíça, Alemanha e Holanda) e se prepara para turnês nos Estados Unidos (2027) e Japão (2028), além da construção de sua sede própria com Concert Hall de padrão internacional.

Você não pode copiar o conteúdo desta página