Festival Literário de Santa Catarina tem um mascote feito com inteligência artificial: o Verso

O Festival Literário de Santa Catarina, uma evolução da Feira do Livro de Joinville, ganhou um mascote, desenvolvido com inteligência artificial: o Verso.

“Dizem que ele nasceu do primeiro livro aberto na Feira do Livro de Joinville”, conta Fernanda Brandão Santis, presidente da comissão organizadora do evento, que participou ativamente da concepção desse “personagem”.

Fernanda diz que, depois de duas décadas de Feira do Livro de Joinville, algumas falas sobre o evento se repetiam:

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“Eu fui quando era criança”, “Foi lá que conheci meu primeiro escritor”, “Comprei meu primeiro livro na feira”, “Levei meus filhos pela primeira vez.”.

E foi assim que ela percebeu que o evento já havia se tornado parte da memória afetiva da cidade.

”Foi nesse momento que nasceu a vontade de criar um personagem.

Não apenas um mascote, mas um rosto simbólico para esses 22 anos de histórias vividas”, enfatiza.

“O nome veio quase naturalmente. O verso de um poema, o verso de uma página, o outro lado das histórias — aquele lugar onde a imaginação acontece”, diz.

“Eu queria um personagem que representasse todas as pessoas que passaram pela feira: leitores, autores, professores, crianças, mediadores, voluntários, famílias inteiras que cresceram entre estantes e páginas abertas.

Queria que ele fosse vivo, plural e acolhedor. Assim começou o processo de criação do Verso”, conta.

A presidente da comissão organizadora diz que o Verso nasceu da ideia de que toda leitura abre um caminho.

“Na criação visual, também havia um desejo muito claro: ele precisava representar diversidade, imaginação e pertencimento. Por isso Verso é roxo — uma cor que não pertence a um único lugar, que mistura tons e simboliza criatividade, sensibilidade e transformação”, explica. “Seus cabelos são coloridos, porque as histórias que passam pela feira são múltiplas: diferentes vozes, culturas, idades, ideias e formas de ver o mundo.

E ele é iluminado, porque a leitura acende algo em quem lê.

Um pensamento, uma pergunta, uma descoberta”, complementa.

“A partir dessa construção buscamos uma produtora para encontrar uma voz para ele, com a mesma característica de ser um jovem de 22 anos, com entusiasmo e dar vida a ele”, diz.

Assim nasceu o “mascote” do Festival Literário de Santa Catarina, que está presente nos comerciais e na comunicação visual do evento. Juntamente com o já tradicional pássaro multicolorido, logomarca do Festival, que dá asas à imaginação dos visitantes, que poderão conferir tudo isso de 21 a 31 de maio, no Complexo do Centreventos Cau Hansen.

“Lembrando que, quando o Festival termina, Verso não vai embora. Ele se esconde nas bibliotecas, nas mochilas das crianças, nos cadernos dos jovens e nas mãos de quem lê antes de dormir”, diz Fernanda.

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