quarta-feira,

25/03/2026

Joinville/SC

Caso na Câmara com Cleiton Profeta revela cenário preocupante para idosos em Joinville

A investigação de uma suposta agressão dentro da Câmara de Vereadores de Joinville trouxe novamente ao debate um problema que vem crescendo na cidade: a violência contra idosos.

O caso envolve o vereador Cleiton Profeta, que é alvo de um processo de cassação em andamento. O procedimento avançou após a rejeição da defesa prévia e entrou na fase de instrução, quando passam a ser coletadas provas e ouvidos os envolvidos.

Ao todo, 17 parlamentares devem prestar depoimento como testemunhas do episódio.

Segundo boletim de ocorrência e relato do vereador Henrique Deckmann, a situação ocorreu após uma sessão legislativa, durante uma reunião interna. O que teria começado como um desentendimento político evoluiu para um episódio de intimidação física, sendo necessária a intervenção de outros vereadores.

Episódio amplia debate sobre violência

A denúncia ultrapassa o campo de um conflito político comum. O caso aponta para uma possível agressão contra um idoso dentro de uma instituição pública, espaço que deveria ser referência de respeito e equilíbrio.

O episódio ganha ainda mais relevância diante de dados recentes do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Em Joinville, as violações contra idosos saltaram de 493 no primeiro trimestre de 2024 para 837 no mesmo período de 2026 — alta de quase 70%.

Somente em fevereiro deste ano, foram registrados 445 casos, número mais de 150% superior ao do mesmo mês do ano anterior.

Cenário preocupa autoridades

O avanço dos números evidencia um cenário preocupante e reforça o impacto do caso ocorrido na Câmara. Nesse contexto, o episódio deixa de ser pontual e passa a refletir uma realidade mais ampla de violência na cidade.

Mais do que avaliar a conduta individual de um parlamentar, a Câmara enfrenta o desafio de dar uma resposta firme à sociedade e demonstrar sua capacidade de impor limites.

Processo segue em andamento

O processo de cassação deve seguir o devido processo legal, com garantia de ampla defesa e contraditório. No entanto, especialistas apontam que isso não deve ser confundido com tolerância diante de possíveis atos de violência.

Diante dos fatos e dos dados, o alerta é claro: agressões contra idosos não podem ser relativizadas — especialmente quando ocorrem dentro de uma instituição pública.

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