terça-feira,

24/03/2026

Joinville/SC

Motoboys fazem protesto e vão até casa de homem que ameaçou entregador com facão em Joinville

Dezenas de motoboys se reuniram na noite desta segunda-feira (23) e foram até a casa de um homem acusado de ameaçar um entregador com um facão após se recusar a pagar um pedido de R$ 120 no bairro Itaum, na zona sul de Joinville. Durante a mobilização, foram registrados rojões, bombas e danos ao portão da residência, além do arremesso de objetos no local.

O caso que motivou o protesto aconteceu na madrugada de domingo (22), por volta da meia-noite, na Rua Alfredo de Oliveira. Segundo a Polícia Militar de Santa Catarina, a ocorrência foi registrada como ameaça e recusa de pagamento por serviço consumido.

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Cliente teria ameaçado entregador com facão

De acordo com o relato do gerente da lanchonete, o cliente fez um pedido no valor de R$ 120 e informou que realizaria o pagamento via Pix no momento da entrega, o que não ocorreu. Após o motoboy retornar sem receber, o gerente foi até o endereço para tentar resolver a situação.

No local, o homem teria se recusado novamente a pagar e passou a ameaçar o trabalhador com um facão. A Polícia Militar foi acionada, mas, ao chegar à residência, não encontrou o suspeito e não conseguiu colher sua versão dos fatos.

Mobilização reuniu mais de 100 entregadores

A situação rapidamente se espalhou entre os profissionais de entrega da cidade. Nas redes sociais e grupos de mensagens, foi organizada uma mobilização que reuniu mais de 100 motoboys na noite desta segunda-feira, por volta das 22h, no bairro Itaum.

Segundo relatos e vídeos que circulam na internet, o grupo foi até a residência do suspeito, onde houve soltura de rojões e danos ao portão. A movimentação chamou a atenção de moradores e gerou clima de tensão na região.

Categoria cobra respeito e segurança

A mobilização foi marcada por manifestações de apoio ao entregador e pedidos por mais respeito e segurança para os profissionais que atuam no setor. Os motoboys afirmam que casos de ameaças e falta de pagamento têm sido recorrentes e exigem medidas para evitar novas situações de violência.

Até o momento, não há confirmação oficial de feridos ou de intervenção policial durante a mobilização. O caso segue sob apuração, e a vítima da ameaça poderá formalizar representação criminal dentro do prazo legal.

 

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