A Ajorpeme manifestou preocupação com a possibilidade do fim da escala 6X1, por entender que a medida, da forma como está proposta, traz profundos impactos e prejudica os empreendedores das micro, pequenas e médias empresas, colocando em risco a manutenção das empresas que mais geram emprego no país. Entidade divulgou nota em seu site.
De acordo com a associação o debate sobre a jornada de trabalho é legítimo e necessário, porém deve ocorrer com equilíbrio, responsabilidade e análise técnica, considerando a realidade de cada setor e os reflexos diretos sobre custos operacionais, produtividade e manutenção de postos de trabalho.
Para a Ajorpeme, a medida, como está proposta, vai elevar o custo da folha em até cerca de 20% ou mais, porque a empresa precisaria contratar mais pessoas ou pagar mais horas extras, demanda que as micro, pequenas e médias empresas não vão conseguir absorver – o que pode ocasionar o fechamento de muitas empresas e desemprego, visto que as MPEs são o setor que mais emprega no Brasil.
De acordo com estudo apresentado pela FIESC, a redução da jornada de trabalho pode resultar na demissão de 41,4 mil trabalhadores apenas em Santa Catarina, nos próximos dois anos.
Confira abaixo a nota completa da Ajorpeme:
Nota Pública Ajorpeme – Escala 6X1
A Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa – AJORPEME, reconhecida como a mais representativa associação de seu segmento na América Latina, vem, por meio desta, manifestar sua posição contrária ao fim da escala 6×1, por entender que a medida, da forma como vem sendo proposta, pode gerar impactos relevantes nos diversos segmentos da economia, com reflexos diretos sobre as micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior geração de empregos no país.
O debate sobre jornada de trabalho é legítimo e necessário, porém deve ocorrer com equilíbrio, responsabilidade e análise técnica, considerando a realidade de cada setor e os reflexos diretos sobre custos operacionais, produtividade e manutenção de postos de trabalho.
Defendemos que mudanças desta natureza sejam construídas com diálogo amplo e planejamento, evitando decisões que possam comprometer a competitividade das empresas e estimular a informalidade.
A preservação do emprego, poder aquisitivo e o fortalecimento do ambiente de negócios devem permanecer como prioridade para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
William Holz
Presidente da Ajorpeme












