segunda-feira,

09/02/2026

Joinville/SC

Idoso agredido a pauladas pelo sobrinho morre após quase um mês internado em Joinville

Após 28 dias de internação, morreu no sábado (8), em Joinville, o idoso Edival Alfredo Rodrigues, de 68 anos, morador de Barra Velha. Ele havia sido brutalmente agredido a pauladas pelo próprio sobrinho, de 20 anos, no dia 11 de janeiro, no bairro São Cristóvão.

Devido à gravidade dos ferimentos, Edival foi inicialmente atendido no pronto atendimento de Barra Velha e, em seguida, transferido para a UTI do Hospital São José, em Joinville, onde permaneceu internado até o óbito.

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Segundo familiares, a agressão ocorreu após uma discussão entre tio e sobrinho por causa de um cachorro. Ambos moravam no mesmo terreno. Conforme relatos, Edival teria iniciado o desentendimento.

A nora da vítima, Kenia Mahara, usou as redes sociais para pedir justiça e informou que Edival deixa três filhos, três netos e outros familiares. O sepultamento ocorreu no fim da tarde de sábado, no cemitério do bairro Itapocu, em Araquari.

Questionamentos sobre atendimento policial

Familiares alegam que houve omissão por parte das autoridades policiais no atendimento à ocorrência. Segundo eles, a família não teria sido informada adequadamente sobre o caso e a Polícia Militar teria colhido apenas o depoimento do agressor.

De acordo com Sara Rodrigues, filha da vítima, mesmo após o pai ter sido atingido com pauladas na cabeça, o boletim de ocorrência registrou os crimes de injúria e “lesão corporal leve”. Para a família, o sobrinho deveria ter sido preso em flagrante, diante da gravidade dos ferimentos.

Em nota divulgada à época, a Polícia Militar informou que registrou a ocorrência, mas não efetuou a prisão por entender que se tratava de crime de menor potencial ofensivo. A corporação afirmou ainda que não conseguiu ouvir a vítima, pois Edival já estava desacordado no pronto atendimento quando os policiais chegaram ao local.

Inquérito e afastamento do agressor

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, respeitando os prazos legais para eventual responsabilização criminal. Já o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina informou que adotou medidas administrativas e afastou o agressor, que atuava como guarda-vidas civil.

Familiares de Edival seguem pedindo justiça e a reclassificação do crime.

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