Bala perdida em Florianópolis? Homem diz ter sido baleado e aponta “baiano” como suspeito

Vítima diz que foi atingida durante briga na porta de bar no Rio Tavares; suspeito de atirar fugiu e um homem foi preso com pistola 9 mm no Campeche

Um homem de 27 anos foi baleado na porta do Bar das Marias, na Rodovia Francisco Magno Vieira, no bairro Rio Tavares, no Sul da Ilha, em Florianópolis, na madrugada deste domingo (27). Ele foi sozinho até o Hospital Governador Celso Ramos, com a bala alojada no corpo.

Ele contou que fumava na porta do estacionamento do bar quando começou uma confusão perto dele, e que foi atingido por uma bala perdida. Segundo ele, um rapaz disse “se vocês querem resolver, vai ser agora”, sacou uma arma e atirou. O tiro pegou na região do púbis. Ele correu para dentro do bar, pediu ajuda a um amigo e foi para o hospital. Disse que não conhecia o atirador e o descreveu como jovem, de boné e “com características de baiano”.

Testemunhas contaram à Polícia Militar que quatro homens saíram do bar logo depois do disparo. Eles fugiram a pé pela Rua Marcelino Cândido Machado, na Costeira do Pirajubaé, pularam um portão no fim da rua e entraram numa área de mata. Moradores disseram ter ouvido mais tiros e visto o grupo atirando para cima. No bar, alguns frequentadores disseram apenas que “o comando já resolveu”.

Na Rua Marcelino Cândido Machado, a PMSC abordou um Gol que fazia o retorno perto do portão por onde o grupo tinha fugido. No carro estava Adriano Silva de Souza. Ele disse que tinha ido buscar quatro amigos que pediram resgate, e que o homem baleado era um deles. A versão dele contradiz a da vítima, que disse não conhecer o atirador.

Adriano apontou Giliarde Oliveira Ponciano como o possível autor do tiro e disse que ele andava com um revólver calibre .32. Adriano também levou a PM até a casa onde, segundo ele, mora com parte do grupo, no Campeche. Nenhum dos procurados estava lá. Dentro da casa, a PM achou uma pistola CZ 75 P-07, calibre 9 mm, com carregador alongado.

Adriano foi preso por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e levado à Delegacia de Polícia Civil, junto com dois celulares. Giliarde não foi encontrado no endereço indicado. Ele e os outros homens do grupo fugiram e são procurados. O caso vai ser investigado como tentativa de homicídio.

Fonte Original | Jornal Razão

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