Hóspede do Airbnb vende geladeira, sofá, TV e até os colchões da casa onde estava hospedada em Criciúma

Geladeira, lava e seca, sofá e colchões foram parar em uma loja de móveis usados de Içara. A hóspede teria dito ao comerciante que tinha vendido o imóvel e que o comprador não queria a mobília.

Um homem que alugou a casa pelo Airbnb por uma noite, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, voltou ao imóvel depois da saída da hóspede e encontrou os cômodos praticamente vazios. Geladeira, lava e seca, sofá, TV e até os colchões tinham sumido.

A hóspede reservou a casa de quarta (23) para quinta (24), com entrada às 15h e saída às 13h. Dentro desse intervalo de menos de um dia, ela teria negociado toda a mobília com uma loja de móveis usados de Içara.

A conversa foi pelo WhatsApp. A mulher procurou o comerciante e disse que tinha vendido a casa e que o comprador não tinha interesse em ficar com os móveis. Mandou fotos de cada peça e fechou o negócio por R$ 3,8 mil.

O lojista foi buscar tudo por volta das 9h de quinta, quatro horas antes do fim da hospedagem. Os móveis saíram da casa em um caminhão, enquanto a reserva ainda estava valendo.

Da casa saíram uma geladeira Electrolux, dois colchões box de casal, um micro-ondas Electrolux, uma lava e seca Hisense, uma TV Aiwa de 32 polegadas, três banquetas brancas, um balcão com cuba, um espelho, quatro mesas de cabeceira, uma arara e um sofá retrátil.

O dono da casa ficou sabendo que uma loja de Içara tinha levado a mobília, mas não sabia qual. Por conta própria, passou a procurar na internet lojas de móveis usados da região até chegar ao comércio onde estavam as peças, e reconheceu tudo.

Com as notas fiscais dos móveis em mãos, ele pediu apoio à PMSC para conversar com o dono da loja. Lá, o comerciante contou a versão da venda pelo WhatsApp e disse que pagou pelos móveis por Pix.

Foi justamente o comprovante dessa transferência que entregou a hóspede: o Pix trazia os dados dela, e a mulher acabou identificada.

A hóspede não estava no local. O dono da casa e o lojista foram à delegacia prestar depoimento. O caso foi registrado como receptação, e a participação da hóspede e do comerciante ainda vai ser apurada pela Polícia Civil.

Fonte Original | Jornal Razão

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