Feira de adoção em Florianópolis abre espaço para cães com leishmaniose com tratamento vitalício garantido

Ação do Hospital Veterinário Municipal aconteceu no sábado (5), na sede da Dibea, no Itacorubi, e reuniu animais resgatados e reabilitados. Entre eles, doze cães diagnosticados com leishmaniose visceral canina que já passaram pelo protocolo de tratamento da unidade.

Eles chegaram ao Hospital Veterinário Municipal de Florianópolis depois de abandono, acidentes, doenças ou maus-tratos. Passaram por atendimento, se recuperaram e agora esperam a parte que falta: uma família. No sábado (5), das 13h30 às 17h, a unidade realizou mais uma feira de adoção responsável, na sede da Dibea, na Rodovia SC-401, nº 114, no Itacorubi.

O hospital é administrado pela CHC Saúde, organização social responsável pela gestão da unidade, e atua no atendimento, na recuperação e no acolhimento de animais resgatados em situação de abandono, maus-tratos ou vulnerabilidade. Durante a feira, a equipe acompanhou as visitas para apresentar os animais, esclarecer dúvidas e orientar os interessados.

Entre eles, doze com leishmaniose

Uma parte dos animais oferecidos na feira carrega um diagnóstico que costuma travar a adoção antes mesmo da primeira visita. São doze cães com leishmaniose visceral canina, acolhidos no canil municipal, que já passaram por reabilitação completa e estão liberados para ir embora com uma família.

A edição integrou a campanha Agosto Verde, dedicada à conscientização sobre a doença, e teve como objetivo declarado combater o preconceito em torno desses animais.

A leishmaniose visceral canina é causada por protozoários e transmitida exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito-palha, o flebotomíneo. Não se pega no carinho, no toque ou na convivência com o cão. Entre os sinais estão feridas, úlceras, crescimento das unhas, febre prolongada, perda de peso, anemia e aumento do fígado e do baço.

O protocolo de cuidado

A doença não tem cura, mas é controlável. O tratamento combina medicação contínua, uso de coleira repelente e acompanhamento veterinário, protocolo que o hospital aplica nos animais do canil e mantém depois que eles saem para adoção. Com esse cuidado, segundo a Dibea, os cães diagnosticados levam uma vida normal e saudável.

É essa estrutura que sustenta a política municipal. Florianópolis foi o primeiro município do Brasil a custear o tratamento contra a leishmaniose visceral canina, decisão que derrubou o número de eutanásias na capital. O programa garante tratamento gratuito para cães de moradores com renda de até três salários mínimos cadastrados no CadÚnico e assegura o custeio integral da medicação para todos os animais do canil municipal.

Para quem adota um dos cães diagnosticados, o município oferece tratamento gratuito, fornecimento de medicamentos e acompanhamento veterinário vitalício no Hospital Veterinário Municipal. O custo que costuma assustar o adotante sai da conta.

Quem adota leva o hospital junto

O benefício não fica restrito aos cães com leishmaniose. Quem adota qualquer animal pela Dibea passa a ter acesso ao Hospital Veterinário Municipal, com consultas, exames, cirurgias e, quando necessário, internação e plantão 24 horas.

Compromisso de uma vida inteira

Adotar significa assumir a responsabilidade pela alimentação, pela saúde, pela segurança e pelo bem-estar do animal durante toda a vida dele. Também exige disponibilidade para o período de adaptação, para o acompanhamento veterinário ao longo dos anos e para a inclusão do novo integrante na rotina da casa.

Por isso, a orientação é que a adoção seja uma decisão compartilhada por todos que moram na residência e tomada com planejamento, considerando espaço disponível, rotina, condições financeiras e tempo para oferecer atenção e cuidado.

Cada adoção abre uma vaga

Além dos doze cães da campanha, a Dibea mantém cerca de 200 cães e gatos aguardando adoção no canil e no gatil municipais. Entre eles há animais que estão ali há sete, oito e até nove anos.

O hospital recebe resgatados de forma contínua, e cada saída para um lar libera estrutura para o próximo acolhimento. O trabalho não termina quando o animal é resgatado e tratado, se completa quando ele encontra uma família.

Como adotar

As adoções acontecem na sede da Dibea, na Rodovia SC-401, nº 114, no Itacorubi, de segunda a sábado, das 9h às 15h. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp (48) 93300-8202.

Os requisitos são três:

• Idade: ser maior de 18 anos

• Moradia: imóvel próprio ou declaração do proprietário ou da imobiliária permitindo animais, com comprovante de residência

• Documentação: preenchimento da Ficha de Requisição de Adoção

Serviço

Adoção de animais em Florianópolis (Dibea)

Endereço: Rodovia SC-401, nº 114, Itacorubi

Visitas: de segunda a sábado, das 9h às 15h

WhatsApp: (48) 93300-8202

Requisitos: maior de 18 anos, comprovante de residência ou autorização do proprietário do imóvel e Ficha de Requisição de Adoção

Última feira de adoção: sábado, 5 de setembro, das 13h30 às 17h

Realização: Hospital Veterinário Municipal, sob gestão da CHC Saúde

Fonte Original | Jornal Razão

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