Vereadores fiscalizam ações da Águas de Joinville para eliminar gosto terroso da água
A Comissão de Urbanismo da Câmara de Vereadores esteve na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Cubatão para acompanhar os procedimentos adotados pela Companhia Águas de Joinville (CAJ) no combate ao sabor terroso na rede de abastecimento. Causada por um microrganismo presente no manancial do Rio Cubatão, a alteração é inofensiva à saúde, mas tem motivado reclamações da população desde 2019.
Diagnóstico e medidas em andamento:
Uso de carvão ativado: A dosagem da substância consegue remover cerca de 60% do gosto de terra da água. Até o momento, mais de R$ 2 milhões foram investidos nesse processo.
Controle de custos: O uso contínuo de carvão ativado ao longo de todo o ano exigiria cerca de R$ 20 milhões anuais, custo que precisaria ser repassado à tarifa do consumidor. Por isso, a aplicação ocorre de forma estratégica.
Parceria acadêmica: A CAJ estuda firmar um convênio com a Univille para identificar com precisão o microrganismo responsável pelo composto orgânico.
Estudo de tratabilidade: Um diagnóstico técnico foi contratado para mapear o comportamento da molécula na estação e determinar o método definitivo mais eficiente de remoção.
Volume de queixas: Segundo a companhia, as reclamações formais não passam de três por dia em um universo de mais de 200 mil unidades consumidoras. O surgimento do gosto varia conforme o volume de chuvas e a movimentação do fundo do rio.
A fiscalização contou com a presença dos vereadores Wilian Tonezi (PL) e Henrique Deckmann (MDB), recebidos pelo presidente da CAJ, Sidney Marques de Oliveira Junior, e pelo gerente de abastecimento, Lucas Emanoel Martins.














