Vereadores cobram solução para prédio abandonado dos Correios no Centro de Joinville

O prédio desativado dos Correios, localizado entre a rua XV de Novembro e a avenida Dr. Albano Schulz, no Centro de Joinville, voltou a ser tema de debate na Câmara de Vereadores.

A situação do imóvel foi discutida nesta semana durante reunião da Comissão de Proteção Civil, que cobrou uma solução para o espaço, abandonado há vários anos.

Representantes dos Correios não participaram do encontro.

A estatal informou, por meio de ofício, que não compareceu em razão de conflito de agenda.

Autor do requerimento que motivou a discussão, o vereador Pastor Ascendino Batista (PSD) apresentou imagens registradas durante uma visita ao local. Segundo ele, o imóvel apresenta acúmulo de lixo, mau cheiro e tem sido utilizado por pessoas em situação de vulnerabilidade e envolvidas em ocorrências atendidas pela Guarda Municipal.

“Não é justo que esse imóvel abandonado, que fica no coração da cidade, prejudique as pessoas que circulam ali e os comerciantes”, afirmou o vereador, que também criticou a ausência de representantes dos Correios na reunião.

Inaugurado em 1970, o prédio possui mais de mil metros quadrados e está avaliado em aproximadamente R$ 13 milhões.

Tentativas de venda por meio de leilão não tiveram sucesso e, no ano passado, uma negociação com a Prefeitura de Joinville também não avançou. Na ocasião, o município apresentou uma proposta de R$ 6 milhões, com pagamento parcelado.

Multa e manutenção

A falta de manutenção levou a Secretaria de Meio Ambiente (Sama) a autuar os Correios.

A estatal apresentou recurso administrativo, cujo prazo para análise termina no próximo dia 10.

Segundo a Prefeitura, caso a multa seja mantida, os recursos arrecadados serão destinados à manutenção do imóvel, incluindo o cercamento da área, serviço que ficará sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura Urbana (Seinfra).

Para o presidente da Comissão de Proteção Civil, vereador Mateus Batista (União Brasil), a situação permanece sem solução por falta de interesse da estatal.

“O município tem feito tudo o que pode, mas a partir do momento em que depende dos Correios, nada avança”, declarou.

Proposta para o IFSC

Durante a reunião, a vereadora Vanessa da Rosa (PT) sugeriu que o prédio seja destinado à instalação de uma unidade do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Segundo a parlamentar, a instituição demonstrou interesse em utilizar o espaço, mas atualmente não dispõe de recursos para adquirir e reformar o imóvel.

Ela explicou que, para que o Ministério da Educação possa financiar a compra, seria necessário transformar a unidade em um campus avançado do IFSC.

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