Após mais de 20 horas de julgamento, iniciado na última quinta-feira na cidade de Araquari, o júri popular condenou Odelir Medeiros a mais de 15 anos e nove meses de reclusão.
Magali dos Santos, acusada de envolvimento na morte da empresária Cátia Regina da Silva foi considerada inocente.
O outro investigado pelo crime, Fabrício Cabral Woche, morreu em 2022.
Os investigados pelo crime foram submetidos ao júri popular por quatro crimes: homicídio qualificado por motivo fútil e mediante ação dissimulada, ocultação de cadáver, furto qualificado e fraude processual.
Familiares de Cátia discordam do veredito e planejam recorrer na justiça.
Os motivos que levaram à decisão dos jurados não foram divulgados. A família da vítima discordou da decisão.

Crime
O crime ocorreu em 2019, quando Cátia retornava de São Paulo após fazer compras. Ela era dona de uma loja de roupas e viajava semanalmente para a capital paulista, onde adquiria materiais para revenda em São Francisco do Sul.
Segundo as investigações, ela teria sido parada em uma blitz falsa montada pelos criminosos.
Durante as buscas, o carro de Cátia foi encontrado carbonizado no Morro da Palha, em São Francisco do Sul. Seu corpo foi localizado em um rio de Araquari.
Cerca de dois meses antes do brutal assassinato, a família relatou que a empresária começou a receber ameaças de uma pessoa que se identificava como fiscal da Receita Federal.
As ameaças eram feitas por meio de um perfil falso em uma rede social. De acordo com a filha, os agressores chamavam Cátia de “pobre coitada”, “ridícula” e afirmavam que iriam denunciá-la.
A pessoa se passava por fiscal da Receita Federal e queria marcar conversas à noite. 















