quinta-feira,

29/01/2026

Joinville/SC

Adolescentes investigados por matar cachorro em SC voltam ao Brasil após viagem aos EUA

Dois adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões que resultaram na morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, foram alvos de mandados de busca e apreensão na tarde desta quinta-feira (29), no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, na Capital.

Os jovens haviam viajado para Orlando, nos Estados Unidos, logo após o crime. Em nota encaminhada à imprensa, a família informou que a viagem já estava programada anteriormente e não teria qualquer relação com o caso.

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O desembarque ocorreu com esquema de segurança reforçado no aeroporto. Segundo a Polícia Civil, a medida teve como objetivo preservar a integridade física dos adolescentes, diante da grande repercussão do episódio. As diligências foram realizadas em uma sala restrita do terminal, longe da área de circulação de passageiros.

Durante a ação, equipes da Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA) apreenderam roupas e aparelhos celulares pertencentes aos adolescentes, que serão analisados no curso da investigação. De acordo com a Polícia Civil, o voo de retorno ao Brasil chegou a ser antecipado.

Familiares já foram indiciados por coação

Na última terça-feira (27), a Polícia Civil informou que três adultos — todos familiares dos adolescentes investigados — foram indiciados por coação no curso do processo. Entre eles estão dois pais e um tio de um dos jovens. Um dos indiciados atua como advogado, e os outros dois são empresários.

Segundo o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, o inquérito que apura a tentativa de interferência nas investigações já foi concluído. As apurações sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes seguem em andamento.

Caso gerou comoção nacional

A morte do cão Orelha ocorreu no dia 5 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. O animal, considerado comunitário e cuidado por moradores da região, foi agredido a pauladas por quatro adolescentes, não resistiu aos ferimentos e morreu.

O caso ganhou repercussão nacional, motivou protestos, manifestações nas redes sociais e mobilizou defensores da causa animal em diversas cidades do país. Orelha chegou a receber homenagens, como um mural pintado em Sorocaba, no interior de São Paulo.

As autoridades reforçam que, por se tratar de investigação envolvendo adolescentes, a divulgação de imagens e identificação dos suspeitos é proibida por lei.

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