Família busca ajuda para trazer ao Brasil corpo de catarinense morta a facadas na Itália

A família de Jéssica Stappazzollo Custodio de Lima, de 33 anos, natural de Içara (SC), está realizando uma campanha para arrecadar recursos e conseguir trazer o corpo da jovem de volta ao Brasil.

Jéssica foi morta a facadas em Castelnuovo del Garda, no norte da Itália, no fim de outubro.

O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, Douglas Reis Pedroso, brasileiro de 41 anos, que teria confessado parcialmente o assassinato às autoridades italianas.

Segundo familiares, Jéssica sofria com violência doméstica e já havia denunciado o suspeito anteriormente.

Em entrevista ao programa Cidade Alerta, a prima da vítima, Tatiane Cardoso Custódio, relatou que a família está desesperada para trazer Jéssica de volta ao país.

“É muito triste pra gente saber que ela vai ficar lá. A mãe e os irmãos querem retornar ao Brasil, e estão tentando levantar o valor para o translado”, disse.

A campanha de arrecadação busca cobrir os custos de aproximadamente R$ 60 mil, valor necessário para o transporte do corpo até Santa Catarina.

As doações podem ser feitas via Pix pela chave:stappazzollorosimeri@gmail.com (Nubank).

A irmã da vítima, Laiza Stappazzollo, afirmou em entrevista à TV italiana que Jéssica “viveu meses de medo e violência”, e que o relacionamento foi marcado por agressões e isolamento da família.

O corpo da jovem foi encontrado com múltiplas perfurações, sendo duas delas no coração, conforme informações divulgadas pela agência de notícias italiana ANSA.

A imprensa local também revelou que o suspeito usava tornozeleira eletrônica, que não foi localizada após o crime.

O Consulado-Geral do Brasil em Milão informou que acompanha o caso e mantém contato com as autoridades italianas, prestando apoio à família da vítima.

Comoção na Itália

A morte de Jéssica causou grande comoção em Castelnuovo del Garda, onde ela vivia com os dois filhos.

No dia 30 de outubro, uma vigília foi realizada na praça central da cidade em homenagem à catarinense.

Durante o ato, o prefeito Davide Sandrini destacou a importância de combater a violência contra a mulher:

“Devemos trabalhar incansavelmente para garantir que o que aconteceu com Jéssica nunca mais se repita.”

Jéssica era cidadã italiana, trabalhava com gastronomia e era descrita pelos familiares como uma pessoa alegre, criativa e dedicada à família.

Ela deixa dois filhos, os pais e três irmãos.

O velório deve ocorrer inicialmente na Itália, antes do translado para o Brasil.

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